GAECO denuncia superfaturamento em licitação de Silva Jardim

2 minutos de leitura
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!
Prefeitura contratou servidores temporários em vez de candidatos aprovados em concurso público

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça oito pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de direcionamento e superfaturamento em licitação para a contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva de equipamentos hospitalares em Silva Jardim. Os crimes ocorreram entre março de 2021 e novembro de 2022.

concurso público foi realizado pelo Edital para Saúde e Educação.

De acordo com a denúncia, a fraude no processo licitatório visava beneficiar a empresa vencedora com pagamentos muito acima dos valores praticados no mercado. Entre os denunciados estão o ex-secretário de Administração, Hugo Thiengo Kreischer, a ex-secretária de Saúde, Josiane Ferreira da Silva do Espírito Santo, servidores municipais e sócios de empresas envolvidas no esquema. Todos foram acusados pelos crimes de peculato, fraude à licitação, associação criminosa e contratação inidônea.

Os promotores do GAECO afirmam que o município já possuía um contrato vigente, com condições mais vantajosas para a manutenção dos materiais hospitalares. No entanto, uma falsa necessidade foi criada para justificar a contratação superfaturada da empresa AJE Serviços Técnicos Especializados. Segundo as investigações, os envolvidos permitiram que o contrato anterior expirasse para viabilizar um novo processo licitatório manipulado, direcionando a escolha da empresa vencedora e os preços praticados.

A apuração revelou ainda que as empresas utilizadas para a simulação de cotações de preços na fase interna da licitação tinham ligações diretas com Paulo Alves Rodrigues, apontado como líder do grupo criminoso. Rodrigues já havia sido denunciado em 2018 na Operação Calvário, também por peculato e organização criminosa, utilizando a mesma empresa.

Leia também: Saúde orienta sobre uso de medicamento que trata HIV

Além disso, a empresa AJE Serviços, representada pelos sócios João Cezar e Jorge Luiz, ambos também denunciados, já havia sido investigada por fraudes semelhantes contra o município de Itaboraí, em um esquema envolvendo a manutenção do Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior.

O caso agora segue para análise da Justiça.

Compartilhe essa notícia