O jiló do ódio e da traição na Câmara de Vereadores

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Foto: Reprodução

“A política ama a traição, mas odeia os traidores”.

A frase é de ninguém menos que Leonel Brizola, aquele que cunhou outros ditos famosos, como “cuidado com fulano, ele está costeando o alambrado”, que ele dirigia a futuros traidores.

Em tempos de morangos e metáforas ruins, ressurge, como sempre, o sentimento mais conhecido da humanidade: a vaidade.

Dizem os religiosos que a vaidade é o pecado preferido do “sete peles”.

Pode ser, pode não ser, afinal, a vaidade não anda sozinha, ela vem com a inveja, a soberba, a deslealdade, e claro, ódio.

Quando se trabalha em grupo, geralmente esse grupo gira em torno de um líder.

A não ser que o grupo deseje derrubar essa liderança, o normal é que todos caminhem na mesma direção.

É bom que todos conheçam e pratiquem o mais básico dos ensinamentos: quem comeu a carne, deve roer os ossos.

Na política, nenhuma relação é vantajosa o tempo todo.

Há tempos de avançar, há tempos de manter a posição, e enfim, há tempos até de recuar.

Quando esse grupo tem um projeto maior, que se personifica e se consolida em uma liderança política, por mais que se reconheça a importância de cada integrante, é ao líder que deve ser oferecido o sacrifício, sempre na perspectiva de que esse grupo só existe como resultado dessa liderança.

Ora bolas, se for outra liderança, será outro grupo, óbvio.

Ao líder se exige que lidere, que sacrifique desejos pessoais, família, horas de lazer, de sono, enfim, que esteja quase sempre disponível.

O líder traz a calma proporcionada por sua popularidade, pelo seu carisma, e claro, por sua capacidade de planejar e escolher caminhos.

Não se espera que seja infalível, porém, exigimos dele que esteja sempre pronto para superar erros e começar de novo.

O líder é o primeiro alvo, e quase sempre o único, enquanto os liderados se beneficiam desse “escudo”.

Um bom líder também deve ser capaz de entender que, se é verdade que ninguém faz nada sozinho, por outro lado, não adianta insistir em determinadas companhias.

Alguns são desagregadores por natureza, pois são incapazes de entender o papel que lhes cabe, e o mais importante: como integrantes, eles não são o líder!

Então, usando a metáfora da confeitaria, tão ao gosto da crônica política local, se imaginam morangos ou as últimas cocadas do pacote, mas não passam de jilós do ódio.

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