MPRJ denuncia seis PMs por crimes cometidos durante a Operação Contenção

3 minutos de leitura
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu à Justiça duas denúncias contra seis policiais militares do Batalhão de Choque pelos crimes de peculato e furto qualificado, praticados no dia 28 de outubro de 2025, durante a Operação Contenção nas comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. De acordo com as denúncias, as infrações foram identificadas a partir da análise das imagens das câmeras operacionais portáteis (COPs), que revelam condutas graves e autônomas praticadas por agentes em serviço.

Subtração de fuzil no Complexo do Alemão

A 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou os 3º sargentos Marcos Vinicius Pereira Silva Vieira e Charles William Gomes dos Santos por peculato, após a subtração de um fuzil semelhante ao modelo AK-47, escondido no interior de uma residência onde cerca de 25 homens já haviam se rendido. As imagens das COPs mostram que Silva Vieira arrecadou o armamento e, em seguida, se afastou do grupo de policiais responsáveis pela contabilização dos materiais apreendidos. Minutos depois, ele se reuniu com Charles Santos, e ambos ocultaram o fuzil dentro de uma mochila, sem registrá-lo entre os itens oficialmente apreendidos ao final da operação. A denúncia foi ajuizada na sexta-feira (28).

Furto e desmanche de veículo na Vila Cruzeiro

Já a 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou, em outro Inquérito Policial Militar (IPM), o subtenente Marcelo Luiz do Amaral, o sargento Eduardo de Oliveira Coutinho e outros dois policiais militares pelo crime de furto qualificado decorrente do desmanche de um veículo Fiat Toro encontrado estacionado na Vila Cruzeiro. Segundo as investigações, Coutinho subtraiu o tampão do motor, o farol e as capas dos retrovisores, enquanto Amaral e outro PM garantiram condições para a prática criminosa, inclusive tentando impedir o registro das ações pelas câmeras corporais. A denúncia foi ajuizada no sábado (29).

O MPRJ ressalta que, em ambos os casos, houve tentativa deliberada de manipular e obstruir o funcionamento das COPs pelos policiais denunciados. O Termo de Análise de Vídeo registra episódios de manipulação direta das câmeras corporais, incluindo tentativa de desligamento, com o objetivo de garantir a impunidade e comprometer o controle interno e externo da atividade policial. Em diferentes momentos, os agentes tentaram cobrir, retirar ou desviar o campo de visão das câmeras, prejudicando a produção de provas e distorcendo a documentação das ações policiais.

As Promotorias de Justiça junto à Auditoria Militar seguem analisando integralmente as imagens coletadas durante a Operação Contenção, visando à responsabilização pelo mau uso das câmeras corporais e à identificação de outros possíveis delitos que venham a ser revelados no curso da investigação.

Compartilhe essa notícia