Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra esquema que teria lavado mais de R$ 100 milhões do tráfico de drogas

3 minutos de leitura
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Hawala, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. Segundo as investigações, a organização teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024. Ao todo, foram expedidos 10 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão. Todos os alvos de prisão foram capturados.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava na ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes, prestando serviços financeiros para integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e movimentando valores ligados também ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações levaram o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) a denunciar 22 pessoas. A denúncia foi aceita integralmente pela Justiça, tornando todos os investigados réus no processo.

Segundo a apuração, a organização utilizava dezenas de empresas de fachada em diferentes estados para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos com atividades criminosas, como tráfico de drogas, receptação qualificada e comercialização de produtos falsificados.

A Polícia Civil informou ainda que foi identificado um núcleo de empresários de origem libanesa apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional do dinheiro ilícito. Empresas registradas em São Paulo e Minas Gerais seriam utilizadas para movimentar recursos entre operadores financeiros, empresas de fachada e integrantes das organizações criminosas no Rio de Janeiro.

As investigações também apontam indícios de atuação desse núcleo na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina, área monitorada por órgãos nacionais e internacionais devido ao histórico de movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Segundo a Polícia Civil, há ainda uma possível conexão entre um dos investigados e um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.

As diligências foram realizadas em endereços localizados no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e na cidade de Foz do Iguaçu (PR). O caso segue sob investigação.

Compartilhe essa notícia