A Bacia de Campos registrou, no primeiro trimestre de 2026, o maior volume de produção de petróleo e gás para o período dos últimos cinco anos. Entre janeiro e março, a média foi de 893,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um crescimento de 13,1% em comparação com o mesmo período de 2025.
Os dados são da segunda edição do Boletim do Setor de Óleo e Gás do Norte Fluminense, divulgado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).
De acordo com o levantamento, o aumento da produção está relacionado à retomada dos investimentos da Petrobras nas atividades de exploração e produção a partir de 2023. Segundo o instituto, a mudança na estratégia da estatal, marcada pelo fim da política de desinvestimentos e pela retomada da aquisição de áreas consideradas estratégicas, já apresenta reflexos nos indicadores da Bacia de Campos.
Atualmente, a província petrolífera é responsável por 16,8% da produção nacional de petróleo e gás, mantendo papel relevante para o setor energético e para a economia brasileira.
O estudo também aponta que a indústria continua sendo uma das principais geradoras de emprego no Norte Fluminense. Segundo o auxiliar de pesquisa do Ineep, Lucas Peçanha, cerca de 37 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, estão ligados às atividades do setor nos municípios da área de influência da Bacia de Campos.
“No primeiro trimestre de 2026, o setor de óleo e gás apresentou cerca de 37 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, nos municípios que fazem confronto com a Bacia de Campos. Esses dados fazem com que o setor se consolide como um dos setores que mais geram emprego na região”, afirmou.
Além do impacto na geração de empregos, a atividade petrolífera segue como uma das principais bases econômicas do Norte Fluminense, contribuindo significativamente para a arrecadação de royalties e participações especiais dos municípios produtores.