Uma central clandestina de distribuição de sinal de internet foi identificada nesta terça-feira (13), durante uma operação conjunta do 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM) e da Polícia Federal, na comunidade Fronteira, em Macaé, no Norte Fluminense.

Segundo a Polícia Militar, os agentes cumpriam um mandado de busca quando constataram que a estrutura funcionava sem credenciamento junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Polícia Federal realizou perícia no local.
Os responsáveis foram conduzidos para prestar esclarecimentos, ouvidos pela autoridade policial e liberados em seguida. Um inquérito vai apurar as circunstâncias do caso, a autoria dos fatos e uma possível ligação da empresa com o tráfico de drogas na região.
Denúncias de restrições comerciais
A ocorrência acontece em meio a outras investigações sobre suspeitas de interferência de grupos criminosos em atividades comerciais de Macaé. No dia 2 de setembro, uma operação no Parque Aeroporto apurou denúncias de extorsão e de imposição de monopólio no fornecimento de internet e na comercialização de água mineral.
Na ocasião, quatro pessoas foram conduzidas à delegacia, e os policiais apreenderam equipamentos de fibra óptica, documentos e 13 galões de água mineral. Segundo a PM, moradores seriam orientados a contratar um único serviço de internet, enquanto outras empresas enfrentariam restrições para atuar no bairro. Também havia suspeitas de imposição da venda exclusiva de uma marca de água mineral.
Em setembro, três distribuidoras de gás — IGR Gás, Copagaz e RCS Gás/HR Gás — foram alvo de disparos em episódios registrados nos dias 17, 24 e 25. Os ataques ocorreram em meio a denúncias de ameaças e de possíveis exigências impostas a comerciantes para que continuassem trabalhando na região.
No fim do mês, uma provedora de internet do Parque Aeroporto foi interditada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública por funcionar sem alvará. Já no início de outubro, uma fiscalização conjunta da Prefeitura e da Polícia Militar verificou depósitos de gás no bairro. Segundo os órgãos envolvidos, todos os estabelecimentos fiscalizados estavam com a documentação regular, e nenhum foi interditado.
As investigações buscam esclarecer as denúncias e identificar possíveis envolvidos em práticas de controle de atividades econômicas e restrição à concorrência na cidade.
*Com informações de G1 Norte Fluminense