Uma advogada foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (9) em Campos dos Goytacazes, durante uma operação nacional da Polícia Civil de Santa Catarina, com apoio de agentes da 134ª Delegacia de Polícia.
Segundo informações, a advogada, identificada pelas iniciais M.B.A., é suspeita de integrar um esquema de fraude em procedimentos médicos. Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, sem registros de prisões até o momento.

O grupo investigado atuava a partir da negativa de planos de saúde para determinados procedimentos. A partir disso, os casos eram levados à Justiça com orçamentos de órteses, próteses e materiais especiais com valores acima do praticado no mercado.
A investigação aponta que médicos envolvidos indicavam empresas fornecedoras que aparentavam ser concorrentes, mas pertenciam ao mesmo grupo econômico, o que levantou suspeitas de simulação de concorrência para justificar os preços elevados.
Em Campos, foram realizadas buscas em dois endereços: no bairro Parque São Caetano e na região da Avenida 28 de Março. Durante a ação, foram apreendidos três telefones celulares, um notebook e um tablet.
A operação, chamada de Dose Extra, foi coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção da Polícia Civil de Santa Catarina e teve como foco principal a capital Florianópolis, além de cidades como Palhoça e Joinville. Também houve diligências em Belo Horizonte, Uberlândia e no estado do Tocantins.
Um dos casos analisados chamou a atenção dos investigadores: um procedimento estimado em cerca de R$ 29 mil teria gerado pagamento judicial superior a R$ 600 mil.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo era formado por médicos, empresários e advogados, e, até o momento, não há indícios de envolvimento de servidores públicos. Os investigados podem responder por organização criminosa e estelionato majorado.