Bolsonaro não vai ao 1º dia do julgamento; ‘ele não está bem’, diz advogado

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Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não compareceu presencialmente ao STF (Supremo Tribunal Federal) para o primeiro dia de julgamento da ação sobre tentativa de golpe de Estado.

O que aconteceu

“Ele não está bem [de saúde]”, disse o advogado Celso Vilardi, ao chegar ao Supremo. Segundo Vilardi, Bolsonaro chegou a avaliar a ida ao STF, porém sua condição de saúde, marcada por vômitos e crises de soluços devido a um quadro de esofagite e gastrite, o impediu.

Advogado de Bolsonaro afirmou que a defesa será “verdadeira” e baseada em “pontos jurídicos”. Vilardi chegou ao STF por volta das 8h20 e conversou rapidamente com a imprensa.

Como cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente precisaria solicitar com antecedência autorização ao ministro Alexandre de Moraes para se deslocar ao Supremo. O trajeto deve ser acompanhado de policiamento e monitorado em tempo integral. Além disso, Bolsonaro precisa voltar para casa antes das 19h, mas alguns dias da sessão podem passar desse horário.

Bolsonaro ainda pode pedir a Moraes para ir nos outros dias. A Primeira Turma marcou sessões extraordinárias até 12 de setembro para analisar o processo. O ex-presidente chegou a acompanhar in loco o julgamento da Primeira Turma quando houve a análise sobre o recebimento da denúncia, em março.

Delator também não deve comparecer. O tenente-coronel Mauro Cid, que fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, não deve ir presencialmente ao Supremo. Sua defesa é a primeira a se manifestar, após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a leitura do relatório de Moraes, que dá início ao caso.

Generais também devem ver só pela TV

Alta cúpula militar está no banco dos réus. Hoje na reserva, os generais chegaram à mais alta patente militar, com quatro estrelas.

Três generais e um almirante são réus por fazerem parte do chamado “núcleo crucial”. As defesas dos generais Braga Netto e Augusto Heleno e do almirante Almir Garnier disseram que eles não devem comparecer ao STF.

O general Paulo Sérgio Nogueira é o único réu a comparecer presencialmente ao julgamento até o momento. Pouco antes das 9h, o ex-ministro da Defesa chegou a sala de sessões acompanhado do advogado Andrew Farias. O general estava usando uma tipoia no braço esquerdo e esclareceu à imprensa que sofreu um pequeno acidente jogando pingue-pongue com o neto.

Braga Netto é o único que já está preso. Ele está detido em uma unidade militar no Rio de Janeiro desde dezembro do ano passado por suspeita de agir para tentar obstruir as investigações. Sua defesa nega a acusação e já pediu reiteradas vezes sua soltura, o que não foi concedido pelo STF. Ele precisaria pedir para viajar até Brasília. Em junho, ele voou em avião de carreira para fazer uma acareação com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

Torres sinalizou interesse em ir. Ex-ministro da Justiça, Anderson Torres foi o único que indicou que deve ir ao STF. O ex-diretor da Abin e atualmente deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) sinalizou que pretende ir apenas no dia em que seu advogado for se manifestar.

Julgamento será aberto ao público. Com um esquema reforçado de segurança e poucos lugares disponíveis, o STF abriu o credenciamento para o público em geral que estiver interessado em acompanhar o julgamento no tribunal. A corte já separou 80 lugares na sala de sessões para a imprensa.

Fonte: UOL Notícias

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