O município de Campos fechou o ano de 2025 com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, de janeiro a dezembro foi registrado um saldo de 1.490 vagas formais. Nos últimos anos da gestão Wladimir Garotinho, o saldo foi de 15.737 empregos.
“Essa soma é um fato inédito, porque provavelmente nenhum governo recentemente teve essa marca de criação de empregos com carteira assinada tão expressiva”, destacou o diretor de Indicadores Econômicos e Sociais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ranulfo Vidigal.

Ainda de acordo com os dados do Caged, o setor de Serviços foi o que mais gerou empregos no acumulado de 2025 (1.929), seguido dos setores de comércio (302) e agropecuária (138). Já os setores de indústria e construção apresentam um saldo negativo de 279 e 599, respectivamente.
Em 2021, primeiro ano da primeira gestão do prefeito Wladimir Garotinho, o município registrou a marca de 3.224 vagas líquidas. Já em 2022, o saldo foi de 4.090. No ano seguinte, 2023, o acumulado foi de 3.987 e em 2024 foram 2.946 vagas líquidas.
Ranulfo explica que a desaceleração é resultado do juro alto praticado na economia brasileira. “A minha interpretação é que o juro alto praticado na economia brasileira pela política monetária do Banco Central está desacelerando a economia. E ao desacelerar a economia, sendo Campos uma cidade de porte médio importante, onde a economia dos serviços é que define e comanda o processo, ela sente fortemente o reflexo dessa política monetária tão dura, onde a taxa nominal Selic continua 15% ao ano. Descontada a inflação dá uma taxa real de juro superior a 10%, o que faz com que as famílias endividadas gastem muito mais para pagar suas dívidas, as pequenas empresas para conseguir capital de giro paguem muito mais caro e tudo isso, de certa forma, trava a economia. E Campos, com os seus 500 mil habitantes e sendo a capital do Norte Fluminense, sente bastante isso”, explicou o economista.
Apesar da desaceleração, Ranulfo destaca que o futuro é promissor. “Podemos admitir que nós podemos vir a ter alívio dessa política monetária apertada a partir de março porque o próprio Banco Central já sinalizou que a taxa de juros Selic começa a cair a partir de março, representando uma flexibilização da política monetária, o que é uma boa notícia para Campos, à medida em que nós somos uma economia de serviços. E outro ponto importante é que a partir de janeiro tem uma nova tabela do Imposto de Renda e isso injeta um pouquinho de recurso nas economias de porte médio como Campos, porque tem muitas pessoas que ganham até R$ 5 mil todo mês, e passaram a não pagar mais o Imposto de Renda. Ao não pagar mais o imposto, significa dizer que elas terão renda disponível um pouquinho maior, e essa renda disponível um pouquinho maior vai virar consumo, vai virar demanda por serviços, e isso é positivo”, concluiu o economista.