Cardume de tilápias e bagres chama atenção em canal de Campos; especialistas desaconselham consumo

2 minutos de leitura
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!
Foto: Edson Araújo/g1

Centenas de tilápias e bagres-africanos têm sido vistos nas últimas semanas no trecho conhecido como Beira-Valão do Canal Campos-Macaé, em Campos dos Goytacazes. A presença do grande cardume chamou a atenção de moradores e atraiu pessoas interessadas em pescar os animais.

Apesar da facilidade para capturá-los, especialistas alertam que os peixes não devem ser consumidos devido aos riscos à saúde.

Segundo o professor de Aquicultura da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Manuel Vazquez Vidal Júnior, a grande quantidade de tilápias está relacionada à alta capacidade de adaptação da espécie, que consegue sobreviver e se reproduzir mesmo em ambientes degradados. O especialista também destaca que muitas pessoas costumam alimentar os peixes, o que contribui para a concentração deles no local.

O bagre-africano também apresenta elevada resistência. De acordo com o professor, a espécie possui um órgão respiratório auxiliar que permite captar oxigênio diretamente da atmosfera, favorecendo sua sobrevivência em ambientes com baixa qualidade da água.

Apesar da presença dos peixes, o consumo não é recomendado. Segundo o especialista, o Canal Campos-Macaé recebe águas da drenagem urbana e pode ser afetado por ligações clandestinas de esgoto. Além disso, durante os períodos de chuva, resíduos das vias públicas são levados para o canal.

“Pode ter esgoto clandestino. Além disso, quando a chuva lava as ruas, esse material vai para dentro do canal. Ali existem metais pesados, partículas dos pneus dos veículos e outros resíduos. Esses peixes estão em contato com esse material e de forma alguma devem ser consumidos”, alertou.

Especialistas explicam que peixes que vivem em ambientes contaminados podem acumular microrganismos, metais pesados e outras substâncias nocivas, representando riscos à saúde.

Com cerca de 109 quilômetros de extensão, o Canal Campos-Macaé é um dos maiores canais artificiais do mundo e faz parte da história do Norte Fluminense. Atualmente, também é um dos principais pontos de discussão sobre saneamento básico, qualidade da água e preservação ambiental na região.

*Com informações de G1 Norte Fluminense

TAGS:
Compartilhe essa notícia