CCJ da Alerj aprova projeto que cria tornozeleira eletrônica rosa para agressores de mulheres

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Foto: Alex Ramos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (8), o Projeto de Lei 7.549/26, que prevê a criação da chamada “tornozeleira rosa” para agressores de mulheres submetidos a medidas protetivas ou cautelares. A proposta segue agora para votação em plenário.

O projeto estabelece que os dispositivos de monitoramento eletrônico utilizados por investigados ou condenados por crimes de violência contra a mulher poderão receber identificação visual padronizada na cor rosa. A medida abrange casos de violência doméstica e familiar, violência de gênero, violência vicária, assédio, perseguição e outras formas de violência sexual.

Segundo o texto, a utilização da tornozeleira ficará a critério do Poder Executivo, de acordo com a disponibilidade orçamentária e operacional, e dependerá de decisão fundamentada da Justiça em cada caso.

De acordo com os autores da proposta, a identificação busca facilitar o reconhecimento dos monitorados por agentes de segurança, inibir a reincidência dos crimes e reforçar a proteção às vítimas. O projeto também prevê que o uso do dispositivo não poderá expor indevidamente a identidade do monitorado, proibindo sua divulgação em redes sociais ou meios de comunicação sem finalidade legítima de segurança pública.

A proposta integra a Política Estadual de Proteção Integral da Mulher e deverá atuar em conjunto com programas estaduais de enfrentamento à violência de gênero, monitoramento eletrônico e reeducação de autores de violência doméstica, em conformidade com a Lei Maria da Penha.

O texto ainda autoriza o Governo do Estado a criar um grupo de trabalho para regulamentar a medida e avaliar periodicamente sua eficácia. Além disso, o Executivo deverá encaminhar à Alerj um relatório anual com informações sobre o número de pessoas monitoradas e os casos de descumprimento de medidas protetivas durante o uso do equipamento.

Campanhas contra crimes cibernéticos

Na mesma reunião, a CCJ também aprovou o Projeto de Lei 3.143/24, que determina a destinação de 2% dos recursos da publicidade oficial do Governo do Estado para campanhas de conscientização sobre crimes cibernéticos praticados contra mulheres.

A proposta, elaborada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Cibernética contra as Mulheres, altera a legislação estadual sobre publicidade institucional e tem como objetivo ampliar a informação sobre esse tipo de crime e orientar a população sobre formas de prevenção. O projeto também seguirá para análise e votação no plenário da Alerj.

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