A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), concluiu mais uma etapa de monitoramento e combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O trabalho utilizou “Ovitrampas” para mapear a densidade populacional do mosquito e otimizar as ações de controle. Com o encerramento do quarto ciclo, as intervenções serão priorizadas nas regiões que apresentaram os maiores índices de infestação.
Segundo o subcoordenador do Programa Municipal de Controle de Vetores (PMCV), Sílvio Pinheiro, essa pesquisa, realizada a cada dois meses, fornece dois indicadores fundamentais: o índice de positividade, que aponta a quantidade de armadilhas positivas no bairro, e o índice de densidade, que mensura o volume de ovos encontrados.
Com base nesse planejamento, os supervisores orientam suas equipes para a realização de mutirões nos quarteirões críticos. Paralelamente, a equipe de pontos estratégicos avalia a proximidade de locais como escolas, oficinas, borracharias e cemitérios. Caso identifiquem pontos estratégicos no entorno das armadilhas com altos índices, é realizado o tratamento focal com larvicida e a borrifação residual.
“Seguimos o ciclo epidemiológico estabelecido pelo Estado, que compreende quatro etapas obrigatórias (maio, julho, setembro e novembro) e duas facultativas (fevereiro e março). Priorizamos o índice de densidade, pois ela reflete com maior precisão o tamanho da população de vetores. A eficácia dessa metodologia é comprovada pelo monitoramento pós-intervenção, onde após a conclusão do trabalho de campo, instalamos novas armadilhas nos mesmos locais para verificar a redução da densidade de ovos, o que tem demonstrado resultados positivos na diminuição dos focos”, apontou.
Orientação à população
Sílvio reforça o pedido à população para que verifique seu quintal e elimine ou cubra qualquer recipiente que possa acumular água, evitando deixá-los expostos por mais de cinco a sete dias para prevenir focos de dengue, principalmente neste período de chuvas.
“Outra recomendação importante, que costumo enfatizar, é referente às casas de praia que permanecem desocupadas por longos períodos. Nessas residências, é fundamental manter a tampa do vaso sanitário abaixada e vedar os ralos com telas ou sacolas plásticas. Esses cuidados são essenciais, pois imóveis fechados por meses podem se tornar potenciais criadouros do mosquito. Considerando que regiões litorâneas apresentam, frequentemente, quarteirões com alta densidade populacional de Aedes, adotar essas medidas preventivas simples é uma ação de grande relevância no controle de focos”, finalizou o subcoordenador.
Ovitrampas – As armadilhas consistem na instalação de um vaso preto, preenchido com água e levedura de cerveja, que fica parado simulando o ambiente perfeito, atraindo as fêmeas do vetor. Nele é inserida uma paleta de madeira (eucatex) que facilita a oviposição, que deve ser instalada a uma distância de 300 metros da outra. Após a coleta da amostragem, o agente realiza a contagem dos ovos e a identificação da espécie (Aedes albopictus ou Aedes aegypti).
A última pesquisa teve como objetivo cobrir 93 bairros da área central, além de Farol de São Tomé e Baixa Grande, e contou com 690 armadilhas.