Jungle Fight estreia em Macaé e destaca município no cenário nacional do MMA

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Foto: Fabiana Anunciação/Fabiano


Macaé entrou para a história do MMA nacional ao receber, pela primeira vez, uma edição do Jungle Fight. O maior evento da América Latina reuniu atletas de diferentes estados do país neste sábado (27), Ginásio Municipal Engenheiro Maurício Soares Bittencourt,com destaque para a disputa do cinturão peso-pesado, realizada diante de um público que lotou o ginásio e acompanhou combates de alto nível técnico.

Entre os destaques da noite esteve o macaense Max Alves, que representou a cidade diante da torcida e conquistou uma importante vitória no Jungle Fight 152. O lutador, que tem Bolsa Atleta, é faixa-preta de jiu-jítsu e integrante da equipe do mestre Cláudio Joanino, superou o baiano Aldo Pereira em um combate com peso combinado de até 80 kg e foi ovacionado pela plateia. 

“Não sabia que eu era tão querido”, comemorou após a vitória.

A conquista de Max coroou uma preparação intensa, marcada pela conciliação entre trabalho e treinos e pela adaptação de última hora na categoria para garantir sua participação no evento.

Com transmissão ao vivo para todo o Brasil pelos canais SporTV e Combate, o Jungle Fight 152 também teve caráter solidário, com ingresso mediante a doação de alimentos não perecíveis. A realização do evento reforçou a posição de Macaé como referência em investimentos no esporte e na promoção de grandes competições nacionais.

Segundo a organização, a escolha de Macaé para receber o evento está diretamente ligada ao investimento que o município vem realizando no esporte. Entre os principais exemplos está o Programa Bolsa Atleta Macaé, coordenado pela Secretaria Municipal de Esportes.

“A iniciativa oferece auxílio financeiro mensal a atletas de alto rendimento residentes na cidade, contemplando esportistas a partir dos 10 anos de idade que competem em modalidades olímpicas, paralímpicas e não olímpicas. A política pública transformou Macaé em uma das cidades brasileiras com maior investimento direto no desenvolvimento esportivo”, afirmou o presidente da Jungle Fight, Wallid Ismail.

Wallid Ismail ressaltou que a estrutura da cidade e o compromisso com o esporte foram determinantes para a realização do evento. 

“O ginásio é lindo e o município tem a maior Bolsa Atleta do país, e isso tem que ser amplamente divulgado, porque o esporte é uma ferramenta gigantesca de inclusão social. Por isso eu falo sempre: apoie quem apoia o esporte”, disse.

“Receber pela primeira vez o Jungle Fight em Macaé é motivo de grande orgulho para o município. Um evento com transmissão nacional leva o nome da nossa cidade para milhões de pessoas, mostrando nossa capacidade de sediar grandes competições e reforçando Macaé como uma referência em esporte, turismo e desenvolvimento. Seguimos investindo para atrair eventos que gerem oportunidades, movimentem a economia e valorizem nossos atletas”, comentou o prefeito Welberth Rezende, que prestigiou o evento.

Para o Secretário Municipal de Esportes, César Maillet, o Jungle Fight projetou Macaé para todo o Brasil e mostrou a qualidade da estrutura esportiva que o município oferece. 

“Essa visibilidade é resultado de um trabalho contínuo de incentivo ao esporte, desde a formação de atletas até a realização de eventos de grande porte. Quando recebemos uma competição desse nível, fortalecemos a imagem da cidade e criamos novas oportunidades para o desenvolvimento esportivo local”, expressou o secretário.

Atletas do card principal destacam estrutura de Macaé e octógono montado no Ginásio 

O lutador André Monstro defendeu seu cinturão e foi o campeão da luta principal. Ele frisou a importância da realização de grandes eventos esportivos para incentivar crianças e jovens a ingressarem no esporte e elogiou a estrutura oferecida por Macaé para sediar competições de MMA. 

“Isso incentiva bastante a nova geração. O MMA dá oportunidade para atletas em vários estados do Brasil. E o Jungle: é o maior evento da América Latina, abriu as portas para mim e estou muito feliz desde 2019 fazendo parte desse grande evento”, afirmou.

Sobre a cidade, o atleta ressaltou a recepção e a estrutura. 

“É a primeira vez que venho a Macaé. A cidade é muito linda, a estrutura é show de bola. Pode ter certeza de que vai ter mais”, completou.

Jackson Naco analisou que eventos como esse são importantes para incentivar crianças e adolescentes a conhecerem as artes marciais e desmistificar a ideia de que o MMA é apenas um esporte violento. 

“Muita gente que está de fora acha que o MMA é um esporte violento, mas quem pratica sabe que é o contrário. Quando uma criança começa a treinar artes marciais, ela muda a visão, aprende sobre disciplina, dedicação, treino e respeito. É importante ter um evento grandioso como esse para mostrar que o esporte é profissional e motivar crianças e adolescentes a entrarem em qualquer modalidade com a qual se identifiquem”, constatou.

Participantes enaltecem acolhida em Macaé e incentivo ao desenvolvimento do esporte

O atleta Caionã Batista (RJ), que compete na categoria até 66 kg, elogiou a receptividade em Macaé e demonstrou entusiasmo por integrar o card do Jungle Fight. 

“Fui muito bem recebido e estou muito feliz por participar deste evento. Gostei muito da cidade”, mencionou.

A baiana Vivian Nepomuceno, na categoria até 57 kg, exaltou a acolhida encontrada em Macaé e comentou positivamente sobre a satisfação em participar da edição histórica do Jungle Fight no município. A atleta contou que chegou à cidade na quinta-feira e afirmou ter se sentido à vontade com o ambiente e a acolhida.

“Gostei bastante de Macaé. O Rio me lembra muito Salvador pela energia e pela receptividade. Fiquei muito feliz em participar deste evento e poder fazer um grande combate diante do público”, acrescentou.

Lutadores ressaltam preparação, estrutura e oportunidade proporcionada pelo Jungle Fight

O atleta Higo Claudino Maia, que competiu na categoria até 57 kg e ganhou, aprovou o octógono do ginásio. O lutador ressaltou ainda a preparação realizada ao lado da equipe para chegar em boas condições ao Jungle Fight. 

“Sempre procuro estar preparado e contei com o apoio fundamental da minha equipe durante toda a preparação. Passei por muitos desafios até chegar aqui, por isso participar de um evento desse porte tem um significado muito especial”, expôs.

O profissional Danilo Marques Teixeira (RJ) relatou o trabalho de preparação desenvolvido antes do evento. Segundo o lutador, o desempenho no octógono foi resultado de uma rotina intensa de treinamentos, dieta e condicionamento físico e mental. 

“A preparação foi muito forte, com muito treino, disciplina e foco na alimentação. Cheguei bem preparado física e mentalmente para fazer um grande combate. Todas as minhas lutas são marcadas pela entrega, e essa não foi diferente”, enumerou.

Confira todos os resultados:

Jungle Fight 152 | Macaé-RJ | 27 de junho de 2026

  • André Monstro venceu Jackson Naco por nocaute técnico aos 4min30s do R1
  • Gabriel Talentinho venceu Harife El Caçador por decisão unânime
  • Renan Muchacho venceu Lucas Caldas por decisão unânime
  • Max Alves venceu Aldo Pereira por decisão dividida
  • Danilo Bambam venceu Ramon da Costa por nocaute técnico aos 3min06s do R2
  • Vivian Nepomuceno venceu Natacha Lima por decisão unânime
  • Caionã Blade venceu Diogo Aranha por nocaute técnico aos 3min do R1
  • Marcos Vuvuzela venceu Fabiano Oliveira por finalização aos 3min27s do R1
  • Lucas Corvo venceu Bruno Nunes por decisão unânime
  • Pedro Mascote venceu Silas Caetano por decisão unânime
  • João Monteiro venceu Vitor Loost por finalização aos 4min27s do R2
  • Higor Maia venceu Brian Shock por decisão unânime

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