Justiça mantém prisão de cabo do exército que atropelou e matou PM

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A Justiça do Rio manteve a prisão do cabo do Exército Kayky Moyses Esposito Santos, de 21 anos, que atropelou e matou a 3ª sargento da Polícia Militar Carla Cristiane Teixeira Bon e Silva na Linha Amarela, Zona Norte do Rio. Na audiência de custódia, realizada na tarde desta terça-feira (18), a defesa do motorista alegou que ele não se lembrava de nada e pediu a liberdade provisória.

Em depoimento na delegacia na segunda-feira (17), Kayky confirmou que estava dirigindo embriagado. Testemunhas afirmam que o jovem também trafegava em alta velocidade na via expressa. Diante dos fatos, a juíza Rachel Assad negou o pedido da defesa e converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Na decisão, ela destacou a gravidade do caso, afirmando que a conduta do militar demonstrou “evidente desprezo pela vida humana”.

“O custodiado conduziu veículo automotor sob efeito de álcool e, nessa condição, atropelou uma policial militar que estava em serviço, ocasionando a sua morte. Outro policial militar também foi vitimado e segue internado. Ambas as vítimas estavam exercendo seu trabalho quando foram violentamente atingidas pelo veículo conduzido pelo flagranteado. Portanto, a ação extrapola a mera violação das normas de trânsito, configurando evidente desprezo pela vida humana”, escreveu a magistrada.

Policial foi enterrada sob protesto

Com honrarias, o corpo da sargento Carla Cristiane Teixeira Bon, de 39 anos, foisepultado na tarde desta terça-feira (18), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Colegas de farda da Polícia Militar também levaram uma faixa pedindo o fim do baseamento de viaturas em locais de risco, principalmente em vias expressas. Segundo a categoria, em dois anos foram 50 policiais atropelados em serviço.

A 25ªDP (Engenho Novo) ouve testemunhas para concluir as investigações. O Exército Brasileiro também instaurou um procedimento administrativo investigatório com o intuito de apurar as circunstâncias do acidente. Kayky vai responder por homicídio.

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