Operação mira esquema de corrupção e tráfico em presídios de Campos e cumpre mandados contra policiais penais

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Foto: Reprodução

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro, em conjunto com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, cumpre nesta quinta-feira (7) mandados contra um grupo investigado por corrupção e tráfico de drogas dentro de presídios em Campos dos Goytacazes.

Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão e de busca e apreensão. Entre os alvos estão seis policiais penais e outras seis pessoas suspeitas de participação no esquema.

As ações acontecem nos presídios Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca, além de endereços ligados aos investigados em Campos e em cidades como Rio de Janeiro, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias e Cabo Frio.

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava de forma estruturada dentro do sistema prisional. Os policiais penais denunciados teriam usado suas funções para facilitar a entrada de drogas e celulares nas unidades, recebendo vantagens financeiras.

De acordo com as investigações, havia divisão de tarefas: parte dos envolvidos era responsável por abastecer o esquema, enquanto detentos cuidavam da distribuição e venda dos materiais ilícitos dentro dos presídios.

A Justiça também determinou o afastamento dos servidores das funções e a suspensão do porte de armas.

O caso começou a ser investigado após a morte do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima, em abril de 2025, no bairro Parque Santa Clara. A análise de dados de celulares ligados à vítima ajudou a identificar a atuação do grupo.

Segundo os investigadores, o ex-agente, que havia sido demitido em 2020, também teria ligação com o esquema, o que pode ter motivado o crime.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Clausura, que busca desarticular o esquema criminoso dentro dos presídios.

A operação conta com apoio da Corregedoria-Geral e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Penal. Em paralelo à investigação criminal, os servidores também deverão responder a processos administrativos disciplinares.

A Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que não compactua com irregularidades e que colabora com as investigações.

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