Em uma eleição sem surpresas e candidatura única, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para biênio 2025-2026.

A votação foi por unanimidade: 70 votos a 0. Segundo a assessoria da Casa, foi a primeira vez desde a fusão do estado que o presidente foi eleito sem um voto contra sequer.

Rodrigo Bacellar tem 44 anos e está em seu segundo mandato. Ele foi eleito presidente da casa pela primeira vez em 2023.
Leia também: “Sou amigo dos dois”, diz Lula sobre novos presidentes do Legislativo
Confira a composição da nova Mesa Diretora da Alerj:
- Presidente: Rodrigo Bacellar (União)
- 1º vice-presidente – Guilherme Delaroli (PL)
- 2º vice-presidente – Tia Ju (REP)
- 3º vice-presidente – Zeidan (PT)
- 4º vice-presidente – Célia Jordão (PL)
- 1º Secretário da Mesa – Rosenverg Reis (MDB)
- 2º secretário – Dr. Deodalto (PL)
- 3º secretário – Franciane Motta (União)
- 4º secretário – Giovani Ratinho (SDD)
- 1º vogal – Índia Armelau (PL)
- 2º vogal – Rafael Nobre (União)
- 3º vogal – Valdecy da Saúde (PL)
- 4º vogal – Renato Miranda (PL)
Alvo de investigações
Bacellar é alvo de ao menos três investigações do Ministério Público.
Uma delas pelo uso do helicóptero de uma empresa investigada por lavagem de dinheiro e organização criminosa, a Zocar, quando era secretário de Governo.
Na época da reportagem, Bacellar disse que “na condição de agente público, preza pela legalidade”. Ele afirmou ainda que não tem conhecimento de contratos de terceiros nem vínculo sobre a relação empresarial da Zocar.
As outras relacionadas à moradia. Bacellar vive no Rio e tem uma casa na Regão Serrana. Os dois imóveis estão em nome de um empresário que foi beneficiado por um empréstimo junto a uma agência do estado.
Por nota enviada à TV Globo quando a reportagem foi publicada, o deputado disse que a cobertura em Botafogo é alugada, que a mansão em Teresópolis foi comprada em processo judicial e que a casa estava prestes a ser leiloada por causa de dívidas.
Além disso, o RJ2 mostrou que um irmão de Bacellar, Nelson Bacellar, morava num apartamento em Copacabana que pertence a um outro empresário com contratos no estado.
À época da publicação, Bacellar disse que o irmão não é político e tem amizade de décadas em Campos.
Todos os casos são investigados pela Procuradoria-Geral da Justiça.
Fonte: g1