Rodrigo Bacellar entra com pedido de licença do mandato por 10 dias para tratar de assuntos particulares

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Foto: Reprodução

O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), assinou, nesta quarta-feira (10), o pedido de licença do mandato como deputado estadual. A medida, que ainda será publicada em Diário Oficial, foi construída por aliados como uma saída intermediária num cenário considerado de alto risco político e jurídico, evitando por ora a renúncia imediata à presidência da Casa como vinha sendo discutido internamente.

De acordo com a Alerj, Bacellar protocolou ofício solicitando licença de dez dias (10 a 19 de dezembro) para tratar de assuntos de caráter particular. Segundo parlamentares, contudo, ele teria recebido aconselhamento direto para não renunciar neste momento.

A avaliação é que um gesto abrupto poderia provocar reação mais dura do ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) que levou à prisão do deputado na semana passada.

Para aliados, a saída repentina da presidência — especialmente se conduzida por acordos internos — poderia ser interpretada como tentativa de interferência no andamento do processo.

A estratégia do grupo político de Bacellar, porém, era pela renúncia ao comando da Alerj como forma de preservar influência na sucessão e garantir que a reorganização da Casa ocorresse sob sua órbita política. Mas o movimento perdeu força à medida que cresceu o receio de que a decisão gerasse novas medidas cautelares ou até nova ordem de prisão.

Licença é vista como solução provisória

Nos bastidores, a licença é tratada como alternativa temporária enquanto o cenário jurídico permanece instável. Embora afaste o risco imediato de desgaste com o Supremo, a medida não resolve a disputa pela sucessão na Alerj, que permanece aberta e mobiliza diferentes blocos internos.

Deputados próximos ao presidente afastado avaliam que qualquer gesto fora do roteiro institucional pode ser interpretado como afronta direta ao STF, o que exige cautela em cada passo. A licença, afirmam, funciona como um freio emergencial, mas não encerra a controvérsia nem define os rumos da liderança da Casa.

Indefinição alimenta pressão e disputa interna

A sucessão ao comando do Legislativo fluminense segue envolta em incertezas. Mesmo aliados históricos reconhecem que qualquer solução dependerá de movimentos calibrados para evitar fricção com o ministro Alexandre de Moraes e com a própria Corte.

Até que o ambiente jurídico se estabilize, a tendência é de continuidade da disputa interna, com diferentes grupos tentando ocupar espaço e manter influência sobre a transição. Enquanto isso, a indefinição segue pautando as conversas e impondo cuidados adicionais a cada passo no tabuleiro político da Alerj.

Prisão e suspeita de vazamento de informações

Rodrigo Bacellar foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Ele é suspeito de envolvimento no vazamento de informações sigilosas da ação que levou à prisão do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, em setembro.

Segundo a PF, a ação ilegal teria provocado obstrução na investigação da Operação Zargun, que identificou a relação de TH com a facção Comando Vermelho. Trocas de mensagens entre Bacellar e TH Jóias foram apresentadas como provas do possível vazamento e passaram a integrar o material analisado no inquérito que levou à decisão do Supremo.

Fonte: Agenda do Poder

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