Débora Cristina da Silva Damasceno, de 42 anos, foi presa por engano após procurar a delegacia de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, para denunciar agressões do marido e solicitar medidas protetivas. Ao registrar a ocorrência, foi surpreendida por um mandado de prisão em seu nome, relacionado a acusações de tráfico de drogas e associação criminosa.
A ordem de prisão, no entanto, destinava-se a outra pessoa com nome semelhante, residente em Minas Gerais e nascida em 1990, enquanto Débora nasceu em 1982. Devido à falta de verificação detalhada de dados como data de nascimento e filiação, Débora foi detida e encaminhada ao Presídio de Benfica, onde permaneceu por três dias.

Após audiência de custódia realizada na terça-feira (18), Débora foi liberada, mas relatou dificuldades para dormir após o ocorrido, evidenciando o trauma sofrido durante a prisão injusta.
O caso levanta questões sobre a necessidade de maior rigor na verificação de informações pessoais antes de efetuar prisões, especialmente quando cidadãos buscam proteção contra violência doméstica.