O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou, nessa segunda-feira (19), que é pré-candidato ao Governo do Estado. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas, marcando a primeira vez em que o político assume publicamente a intenção de disputar o cargo.
“Eu sou pré-candidato a governador”, afirmou Paes. Segundo ele, o anúncio oficial deverá ocorrer até o Carnaval. Até lá, garantiu que seguirá cumprindo integralmente suas funções como prefeito da capital fluminense.

No último sábado (17), Paes já havia sinalizado a pré-candidatura durante visita ao município de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. Em tom bem-humorado, ele tomou o microfone enquanto o prefeito local, Paulinho da Refrigeração (MDB), falava sobre a agenda no interior do estado.
“É mentira, não estou fazendo trabalho de visitar cidades do interior. Eu estou fazendo trabalho de pré-campanha, porque quero os votos para governador e quero o apoio do Paulinho. Pronto, falei”, declarou.
Antes da entrevista dessa segunda-feira, Paes participou de uma reunião com o secretariado municipal, marcada por homenagens em tom de despedida. Um vídeo com realizações de suas gestões foi exibido, e o prefeito recebeu presentes, entre eles uma camisa do Vasco entregue por Seu Gyleno, funcionário mais antigo da Prefeitura em atividade, e um diploma simbólico de “prefeito mais feliz do mundo”.
O vice-prefeito Eduardo Cavaliere, que deverá assumir a Prefeitura nos próximos meses, e o deputado federal Pedro Paulo, presidente do PSD no Rio e aliado político de longa data, discursaram no encontro. Ambos também acompanharam Paes durante a coletiva concedida após a reunião.
Ao comentar o cenário político estadual, o prefeito afirmou que o Rio enfrenta problemas graves e disse que o PSD irá afastar filiados que apoiem candidaturas ligadas ao crime organizado. Paes também declarou que não apoiará André Ceciliano caso se confirmem rumores sobre sua candidatura em uma eventual eleição indireta ao governo, hipótese que pode ocorrer se o governador Cláudio Castro se desincompatibilizar do cargo para disputar o Senado.
O prefeito sugeriu ainda que a possível candidatura de Ceciliano teria apoio de Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), preso em dezembro do ano passado.
Paes reiterou o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha pela reeleição, mas afirmou já ter conversado com o petista sobre a liberdade para buscar alianças locais. Ele citou a derrota para Wilson Witzel, apoiado por Jair Bolsonaro em 2018, como exemplo. “Está provado que quando as pessoas apenas seguiram o voto nacional aqui no Rio de Janeiro não fomos bem-sucedidos. Talvez a eleição de 2018 seja o maior exemplo disso”, concluiu.