A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte da bebê Rhaylla Beatriz da Silva Nogueira, de apenas dois meses de idade, em Campos dos Goytacazes, e encaminhou à Justiça o pedido de prisão preventiva dos pais. O inquérito foi finalizado na noite desta quarta-feira (2), apontando que a criança foi vítima de violência física extrema.
Rhaylla Beatriz ficou internada por quatro dias no Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, após dar entrada com diversos ferimentos provocados por agressões. A bebê não resistiu às lesões e morreu no dia 20 de junho.
Segundo a investigação, os laudos periciais constataram que a criança apresentava múltiplas fraturas, incluindo lesões no fêmur e nas costelas, além de traumatismo cranioencefálico. As lesões, de acordo com a Polícia Civil, são incompatíveis com qualquer hipótese de acidente doméstico e foram corroboradas pelos profissionais de saúde que atenderam a vítima.
Durante a apuração, foram ouvidos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, familiares, testemunhas e os próprios investigados. Além disso, a Polícia Civil reuniu laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Hospital Ferreira Machado, que apontaram que a bebê foi submetida a sucessivas agressões, culminando em sua morte.
No início das investigações, o pai era apontado como o principal suspeito das agressões. Ele foi preso no dia 23 de junho, enquanto a mãe foi presa no dia seguinte. No entanto, com o avanço das diligências e a análise do conjunto probatório, a Polícia Civil concluiu que a mãe foi a autora das agressões que provocaram a morte da filha.
Com a conclusão do inquérito, a mãe foi indiciada, em tese, pelo crime de tortura com resultado morte, por sua suposta atuação direta nas agressões.
Já o pai foi indiciado por omissão, na condição de garantidor, por, segundo a investigação, ter conhecimento das agressões sofridas pela filha e não adotar medidas efetivas para impedir a continuidade da violência nem proteger a criança.
Diante da gravidade dos fatos e da robustez das provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário pela prisão preventiva dos dois investigados, com o objetivo de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
O caso segue agora sob análise da Justiça, que decidirá sobre o pedido de prisão preventiva e os próximos desdobramentos do processo.